Eu que não ouço
senti os seus prantos,
caí pelos cantos,
cansei de morrer.
Eu que não sinto
nada além dos sentidos
que me movem, reprimidos,
ao amor que não posso ter.
Mas eu que não amo
como antigamente,
minto, infelizmente,
que estou feliz com você.
------------------
PS1: Estou treinando construções poéticas mais tristes, sobre os lados mais sombrios da existência, onde os poetas tentam traçar luzes com seus traços de caneta e, no meu caso, com as teclas do computador.
PS2: Eu estou me arriscando como poeta ainda, estou treinando, vários estilos. Gostaria da compreensão de todos e comentários críticos são muito bem-vindos.
Dorly Neto
A vida é um livro aberto, e em branco. Viver é saber escrever nesse livro.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Construção dos sentidos
Postado por
Dorly Neto
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23:10
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sábado, 28 de agosto de 2010
A negação do ócio
Prática o leva à perfeição, e ele
pratica sem levar em consideração
que o negócio
é a negação
do ócio.
Ócio criativo, necessário,
dialético, apreciativo.
A realidade faz com que
minh'alma sinta pena,
não dependa e não se ofenda
enquanto se desvenda,
vendo a venda
cair.
E ele volta, andando de lado,
a prática do negócio o entorpece.
Traz orgulho, humilhação,
ação negada pela motivação
de que o dinheiro compra o céu;
E quando se está no topo do arranha-céu
e pula,
percebe que dinheiro não forma asas
e nem o transforma em pássaro.
O passarinho está ali, em cima do poste,
e ele simplesmente voa, nem feliz nem triste,
sem dinheiro, sem passado, sem futuro,
só faz aquilo que melhor sabe: voa.
E o homem dos negócios não é pássaro.
Aliás, é sim, como todo ser humano,
mas se deixou engaiolar,
se deixou vender,
se deixou vendar;
se vendeu pelo poder.
--------------------------
PS: Agradecimentos especiais ao Thiago David, pelas dicas preciosíssimas.
pratica sem levar em consideração
que o negócio
é a negação
do ócio.
Ócio criativo, necessário,
dialético, apreciativo.
A realidade faz com que
minh'alma sinta pena,
não dependa e não se ofenda
enquanto se desvenda,
vendo a venda
cair.
E ele volta, andando de lado,
a prática do negócio o entorpece.
Traz orgulho, humilhação,
ação negada pela motivação
de que o dinheiro compra o céu;
E quando se está no topo do arranha-céu
e pula,
percebe que dinheiro não forma asas
e nem o transforma em pássaro.
O passarinho está ali, em cima do poste,
e ele simplesmente voa, nem feliz nem triste,
sem dinheiro, sem passado, sem futuro,
só faz aquilo que melhor sabe: voa.
E o homem dos negócios não é pássaro.
Aliás, é sim, como todo ser humano,
mas se deixou engaiolar,
se deixou vender,
se deixou vendar;
se vendeu pelo poder.
--------------------------
PS: Agradecimentos especiais ao Thiago David, pelas dicas preciosíssimas.
Postado por
Dorly Neto
às
15:40
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Amanhã vai ser outro dia
De repente da dor viu-se alegria,
euforia, a magia trazia o novo dia.
Percebeu que tudo era passageiro,
súbito momento derradeiro;
e a cicatriz deixa a lembrança,
o fardo pesado daquele tempo
de nossa gente sofrida,
que sorri na dor e na alegria,
pois amanhã vai ser outro dia.
Valeu Chico.
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Dorly Neto
às
14:20
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
D'o insight; d'a morte.
Até hoje eu me arrepio e fico inebriado com os belos significados da palavra insight. No português, essa palavra também pode ser entendida como intuição, ou percepção. Mas o que querem dizer essas palavras? Normalmente, palavras não dizem muitas coisas; aliás, a palavra em si não diz nada. Tudo depende do contexto no qual ela está encaixada, do modo como se fala, com quem se fala, quando se fala, etc..
Entenda-se insight como quando uma pessoa consegue enxergar uma coisa tal como ela é. Ou seja, sem prejulgamentos ou preconceitos, sem opiniões que possam distorcer os fatos. Insight é olhar para algo sem medo ou condenação, sem passividade ou agressividade, é simplesmente ver, e perceber a beleza no ver, e não na ideia do que se está vendo, na ilusão de querer perpetuar o que está se vendo, e perceber que a beleza escorre pelos dedos quando tentamos agarrá-la com as mãos..
Postado por
Dorly Neto
às
22:41
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