Minha jornada

Certo dia, minha mãe me contou que, quando eu tinha 5 anos de idade, perguntei a ela: "qual é o sentido da vida?". Bom, me pergunto isso até hoje, rs. Mas ainda me impressiono pelo questionamento ter aparecido com tão pouca idade.​ Talvez eu nunca encontre essa resposta, mas o que me tira da cama toda manhã é a curiosidade de um dia, talvez, encontrá-la. 

Era o típico nerd adolescente (e hoje com orgulho)

Na adolescência eu me conectei de vez com a tecnologia. Fui fazer mecatrônica como curso técnico e passava horas e horas criando na frente do computador - sites, animações, montagens de fotos, etc. Em paralelo, por gostar de ler, comecei a me aventurar na escrita. Em 2003, com 14 anos, apaixonado, escrevi meu primeiro poema (que vocês nunca terão acesso por motivos óbvios).

Neste período eu era bastante tímido e tinha poucos amigos na vida real. Porém, minha vida virtual era bastante animada. Passava horas discutindo política e filosofia em comunidades do Orkut. Escrevia textos para meu blog e conseguia relativa audiência. Conheci outros blogueiros de todo o Brasil e participei de podcasts (sim, existiu uma fase de podcasts entre 2006 e 2010). Aos poucos a timidez ia embora por conta da prática da comunicação escrita e falada. Só anos depois eu me toquei que estava desenvolvendo essa soft skill. Não foi por menos que decidi cursar comunicação social na faculdade.

Chegou a faculdade e ela trouxe grandes mudanças

Comecei a graduação em 2009, com 18 anos. Escolhi este curso quando vi que a ementa de disciplina continha filosofia, psicologia, teoria política, ética, estética, e por aí vai. Era um paraíso! E realmente o meu conhecimento intelectual evoluiu bastante neste período. Mas o grande enriquecimento veio com a vivência. Desde o primeiro período da faculdade eu já estagiava, o que me levou a desenvolver um senso de responsabilidade desde muito cedo.

No curso técnico eu entendi como a lógica da matemática funciona. Já na graduação eu percebi que matemáticos também eram filósofos e que essa disciplina, tratada como uma ciência exata, ainda gera bastante discussão. Não questionamos que 2+2=4, mas quando você começa a observar a evolução das ciências, ainda temos muito a descobrir. Ciências exatas e humanas possuem diferenças fundamentais, mas são mais parecidas do que a gente costuma imaginar.

Sobrevivendo ao hype das startups

Meu primeiro estágio foi no SRZD, uma das primeiras startups de jornalismo do Brasil. Entrei em dezembro de 2008 (ainda nem tinha começado a faculdade) para ser responsável pelas redes sociais do negócio. Nunca tinha trabalhado anteriormente e estava desesperado para mandar bem. Foi quando comecei a ler sobre foco e produtividade. Queria saber como outros trabalhadores de startups faziam para gerar valor. E pesquisando na internet eu tive contato com o livro Getting Things Done, do escritor David Allen. Não sabia ler inglês muito bem, mas com o dicionário do lado eu fui entendendo o contexto do que o autor queria dizer.

Com o tempo fui pedindo ajuda a outras pessoas e conhecendo mais sobre o setor de startups que estava em pleno crescimento naquela época. Diversos eventos aconteciam no eixo Rio-SP e eu ia em todos que podia - na verdade, todos que aceitavam meu pedido de credencial como jornalista. Foi neste momento que entendi o poder do networking e do repertório. E uma das pessoas que conheci nesse contexto de evento me indicou para a segunda oportunidade profissional: o Lancenet!. Eles estavam criando uma equipe de produto focada no site do jornal e eu fui o estagiário.

(continua...)